Medicina em Manaus: Nilton Lins e FAMETRO tiram nota 1 no Enamed e sofrem punições do MEC

Instituições sofreram punições por conta da mal avaliação

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A formação médica em Manaus entrou no alerta máximo após a divulgação dos resultados do Enamed, avaliação conduzida pelo Inep. Entre os cursos avaliados na capital amazonense, a Universidade Nilton Lins e o Centro Universitário CEUNI-FAMETRO receberam conceito 1, a pior nota possível no exame nacional.

No total, 351 cursos de Medicina foram avaliados em todo o país. 107 ficaram nas faixas 1 e 2, consideradas insatisfatórias. Aproximadamente 30% do total não atingiu o nível mínimo de qualidade exigido pelo Ministério da Educação.

As piores notas em Manaus

Os cursos que obtiveram conceito 1 em Manaus foram:

Universidade Nilton Lins — Nota 1

Centro Universitário CEUNI-FAMETRO — Nota 1

Ambas as instituições entram automaticamente no grupo mais crítico da avaliação e passam a sofrer restrições severas impostas pelo MEC.

Outros cursos da capital tiveram desempenho intermediário:

Universidade Federal do Amazonas (UFAM) — Nota 3

Universidade do Estado do Amazonas (UEA) — Nota 3

Punições impostas aos cursos mal avaliados

As sanções anunciadas pelo MEC atingem diretamente o funcionamento das faculdades:

Cursos com conceito 1
🔴 Suspensão total do ingresso de novos alunos
🔴 Bloqueio do Fies e de outros programas federais

Cursos com conceito 2
🔴 Redução de vagas (25% ou 50%, conforme o caso)
🔴 Suspensão do Fies e programas federais

No balanço nacional:

8 faculdades não poderão mais receber novos alunos

13 faculdades terão corte de 50% das vagas

33 faculdades perderão 25% das vagas

45 faculdades ficam impedidas de ampliar turmas

Desempenho dos estudantes preocupa

Segundo o Inep, cerca de 89 mil alunos participaram da avaliação. Entre os 39 mil concluintes, apenas 67% alcançaram resultado considerado proficiente. Isso significa que quase 13 mil futuros médicos não demonstraram domínio mínimo dos conteúdos avaliados.

Ensino privado concentra os piores índices

O levantamento mostra que os resultados mais baixos se concentram em:

Instituições públicas municipais: 87,5% com conceitos 1 e 2

Privadas com fins lucrativos: 58,4% nas faixas insuficientes

Já os melhores desempenhos ficaram nas universidades públicas federais e estaduais, onde mais de 84% dos cursos alcançaram conceitos 4 ou 5.

MEC defende rigor

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o objetivo das punições é proteger a população e elevar o padrão do ensino médico:

“É um instrumento para corrigir distorções e garantir que o médico formado esteja preparado para cuidar das pessoas. Não é punição por punição, é monitoramento para melhorar o ensino.”

As instituições terão prazo para apresentar defesa e planos de correção junto ao MEC.

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