Menezes rebate Salazar: “cabeça de merda, animal invertebrado e descerebrado”

Troca de farpas agitou o cenário político no Amazonas

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O debate político no Amazonas ganhou novos contornos de tensão nos últimos dias após uma troca de ataques públicos entre o ex-superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, e o vereador de Manaus Sargento Salazar. O embate, que começou nas redes sociais e rapidamente se espalhou pelos bastidores da política local, expôs um racha cada vez mais visível entre duas figuras identificadas com o campo da direita no estado.

A tensão começou quando Menezes criticou uma expressão usada por Salazar, “Bagulho Doido”, o vereador respondeu chamando-o de “cabeça de roll-on”, numa crítica que faz alusão à aparência física do coronel e que foi interpretada por aliados como um ataque pessoal.

A resposta veio rapidamente e em tom ainda mais duro. Menezes reagiu chamando o vereador de “cabeça de merda, animal invertebrado e descerebrado”, elevando o nível da disputa e transformando a divergência política em um confronto verbal aberto.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que o episódio reflete disputas mais profundas dentro do campo conservador no Amazonas, onde diferentes lideranças buscam espaço e protagonismo na corrida política que já começa a se desenhar para 2026. Tanto Menezes quanto Salazar têm atuado com forte presença nas redes sociais e em agendas públicas, buscando consolidar bases eleitorais e influência dentro da direita amazonense.

Menezes, que já disputou eleições majoritárias e mantém forte identificação com o eleitorado conservador, vem intensificando sua presença em eventos populares e iniciativas de contato direto com a população. Salazar, por sua vez, construiu sua projeção política com um discurso acalorado e dirigido a figuras publicas do estado.

A troca de ofensas públicas revela um clima de divisão dentro de um campo político que, até pouco tempo atrás, buscava demonstrar unidade. Analistas avaliam que episódios como esse podem aprofundar fissuras internas justamente em um momento em que diferentes grupos começam a se posicionar para as disputas eleitorais futuras.

Enquanto aliados de ambos tentam minimizar o impacto da troca de ataques, o episódio já repercute intensamente nas redes sociais e nos círculos políticos de Manaus, alimentando um debate que mistura rivalidade pessoal, disputa por liderança e o reposicionamento das forças políticas no estado.

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