Enfermeiro elogiava gestão da saúde no estado mas mudou discurso após ser exonerado
Passado de Michael Pinto vem à tona após exoneração e expõe histórico de processos na Justiça

O nome do enfermeiro Michael Pinto Lemos, recentemente exonerado do cargo de gerente de Hospitais e Fundações da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), voltou aos holofotes nos últimos dias. A repercussão em torno de sua saída revelou um passado marcado por um histórico sombrio, com diversas ações tramitando na Justiça do Amazonas.
Durante o período em que atuou na pasta, Michael costumava publicar nas redes sociais elogios à gestão da saúde estadual, ressaltando a qualidade dos serviços prestados. No entanto, logo após sua exoneração, gravou e divulgou um vídeo com supostas denúncias contra a administração, sem apresentar provas.
A partir daí, vieram à tona vários processos em que Michael figura como réu, abrangendo desde disputas familiares até ações movidas por autoridades políticas e representantes de classe.
Em 2022, ele foi alvo de ações por calúnia e danos morais. O então secretário de Estado, Jani Kenta Iwata, acionou a Justiça pedindo indenização por dano material. No mesmo ano, o ex-secretário de Saúde Anoar Abdul Samad também ajuizou processo contra ele. Ainda em 2022, o senador Omar Aziz ingressou com ação judicial, seguida de um processo movido pelo deputado estadual Luis Felipe Silva de Souza, que alegou prejuízos à própria reputação.
Paralelamente, Michael enfrentou ações na esfera familiar, movidas por sua ex-esposa, Giovanna Silveira Lemos, em disputas relacionadas à prestação de alimentos. Nessas situações, a Justiça exige o cumprimento da obrigação de garantir o sustento dos dependentes.
Mais recentemente, em 2025, Michael voltou a ser processado. O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Rubens Macedo Vianna, ingressou com ação judicial após ser acusado, sem provas, de usar recursos da entidade para despesas pessoais e favorecimentos.
O conjunto de processos contra Michael Pinto Lemos reúne acusações de calúnia, ofensas à imagem e à honra, além de pedidos de indenização por danos materiais e morais. O histórico evidencia uma sequência de embates judiciais com políticos, autoridades da saúde e representantes de classe no Amazonas, consolidando um passado marcado por controvérsias e litígios.











