PF quer entender condições que levaram à soltura de Ramagem

Investigadores têm reunião agendada com os EUA para a tarde desta quinta-feira (16). Ex-deputado foi solto dois dias após prisão pelo ICE

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A Polícia Federal busca esclarecimentos sobre as condições da soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem. Os investigadores foram pegos de surpresa com a liberdade do bolsonarista dois dias após a prisão pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos.

Uma reunião com as autoridades norte-americanas já estava agendada para esta quinta-feira (16/4), antes da soltura de Ramagem. Com esse novo desdobramento do caso, a PF pretende questionar o governo estadunidense para entender o que embasou a decisão de liberdade.

Alexandre Ramagem foi preso na segunda-feira (13/4) e encaminhado a um centro de detenção, onde permaneceu em uma cela separada.

Dois dias depois, no entanto, seu nome não constava mais nos registros do sistema prisional nem na base de dados do serviço de imigração.

Segundo o blogueiro Paulo Figueiredo, que acompanha a tramitação do caso, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não precisou pagar fiança para ser liberado.

Informações
As autoridades brasileiras também preparam um portifólio com informações sobre a situação de Ramagem e sua entrada ilegal nos EUA.

O dossiê seria entregue ao Enforcement and Removal Operations, setor responsável por ações de deportação, para acelerar o processo e impedir que o ex-diretor da Abin saísse da prisão, mas, agora, a PF avalia o que fazer com o material juntado.

Ramagem está nos Estados Unidos sem um passaporte válido. Além de avaliar o pedido de asilo, os Estados Unidos também analisam uma solicitação de extradição feita pela Embaixada do Brasil em Washington. Figueiredo disse que a detenção dele nesta semana não teve a ver com esse pedido.

O parlamentar cassado fugiu para os Estados Unidos em setembro do ano passado, ainda durante o curso da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o país pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR).

Com informações de Metrópoles

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