Plínio Valério assina PEC e passa a ser alvo de críticas por proposta que abre brecha para “escala 7×0”

Proposta é uma alternativa ao fim da escala 6×1

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O senador Plínio Valério entrou no centro de uma nova polêmica nacional após assinar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho, que cria um modelo alternativo de contratação baseado em horas trabalhadas e que, segundo críticos, pode abrir caminho para jornadas sem garantia de descanso semanal fixo, sendo apelidada nas redes sociais de “escala 7×0”.

A adesão de Plínio ao texto chamou atenção porque ocorre justamente em um momento de forte mobilização popular contra a proposta. A consulta pública aberta pelo Senado registra ampla rejeição ao projeto, com milhares de manifestações contrárias, enquanto sindicatos, entidades trabalhistas e parlamentares ligados à esquerda classificam a iniciativa como um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

Pela proposta, o trabalhador poderia optar entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um novo modelo mais flexível. Os defensores da PEC argumentam que a medida amplia a liberdade de contratação e moderniza as relações trabalhistas. Já os críticos afirmam que a flexibilização pode fragilizar garantias históricas conquistadas pelos trabalhadores brasileiros.

O debate ganha ainda mais força porque acontece paralelamente à discussão da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, pauta defendida por setores alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para adversários da proposta assinada por Plínio, a iniciativa de Rogério Marinho seria uma tentativa de criar uma alternativa capaz de enfraquecer o avanço das discussões sobre a redução da carga horária no país.

No Amazonas, a movimentação também ganhou repercussão política. Enquanto Plínio aparece entre os signatários da PEC, os senadores Eduardo Braga e Omar Aziz não assinaram o documento até o momento da divulgação das informações.

Em um cenário pré-eleitoral cada vez mais acirrado para 2026, a assinatura da PEC pode se transformar em mais um tema de desgaste político para Plínio Valério, principalmente diante de categorias trabalhistas e setores que defendem a redução da jornada de trabalho. O tema promete ampliar o debate nas próximas semanas e deve continuar repercutindo tanto no Congresso Nacional quanto nas redes sociais.

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