Prefeitura ainda não informou se servidora ligada ao CV será exonerada

Anabela Cardoso Freitas é suspeita de integrar o chamado “núcleo político” da facção

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A Prefeitura de Manaus ainda não informou se a servidora supostamente ligada ao Comando Vermelho, Anabela Cardoso Freitas, será exonerada do cargo na Comissão Municipal de Licitação após ter sido presa na última sexta-feira (20), no ambito da operação Erga Omnes.

O Foco procurou o Executivo municipal para saber quais serão as medidas adotadas em relação à servidora após o escândalo de sua prisão, mas não houve retorno. O espaço segue aberto.

Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Manaus limitou-se a informar que a administração pública, assim como o prefeito David Almeida, não são alvos da investigação, sem detalhar as medidas que serão adotadas contra a servidora. Veja a nota na íntegra abaixo.

A prisão da também investigadora de polícia revelou sua proximidade com o chefe do Executivo municipal, datada de longa data. Ela já exerceu cargos de confiança ligados a David Almeida desde a época em que ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa.

Inclusive, ela foi chefe de gabinete na gestão do prefeito na Prefeitura até 2023.

Ela é suspeita de integrar o chamado “núcleo político” do Comando Vermelho nas estruturas do Estado. Além dela, outros servidores públicos dos três Poderes foram presos durante a operação.

A operação investiga um grupo criminoso que usava sua influência dentro de órgãos públicos em prol do crime organizado, repassando informações sigilosas.

A operação aconteceu em oito estados do Brasil e prendeu oito pessoas no Amazonas.

Por sua vez, a defesa da investigadora nega que ela possua qualquer vínculo com o crime organizado.

Veja nota da Prefeitura

A Prefeitura de Manaus esclarece que não é alvo da operação realizada nesta sexta-feira, 20/2, pela Polícia Civil do Estado do Amazonas. Conforme informado pelas próprias autoridades, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município integram o objeto da investigação.

É inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas mentirosas e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade. A exploração oportunista de investigações que não envolvem a gestão municipal revela mais sobre os seus autores do que sobre os fatos.

A atual administração mantém compromisso absoluto com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições. Qualquer servidor eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública.

Manaus não pode ser refém de ataques especulativos nem de tentativas de desinformação. A verdade prevalece nos fatos, não nas insinuações.

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