A equipe psicossocial da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente, coordenada pela deputada estadual Débora Menezes, esteve na última terça-feira f (22) na residência onde vivem duas meninas de 9 e 4 anos de idade. As duas irmãs são vítimas de violência doméstica e sexual cometida pelo padrasto, que foi preso dias depois da …
Procuradoria acompanha caso de irmãs vítimas de violência e reforça importância do acolhimento familiar e da escuta ativa

A equipe psicossocial da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente, coordenada pela deputada estadual Débora Menezes, esteve na última terça-feira f (22) na residência onde vivem duas meninas de 9 e 4 anos de idade. As duas irmãs são vítimas de violência doméstica e sexual cometida pelo padrasto, que foi preso dias depois da visita técnica, em decorrência das investigações da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
O caso já estava sendo investigado quando a Procuradoria realizou o atendimento psicossocial. A irmã mais nova havia sido resgatada na escola após relatar dores nas partes íntimas, e os exames médicos confirmaram a presença de infecção sexualmente transmissível (IST), além de relatos contundentes obtidos por meio de escuta especializada. A irmã mais velha apresentava sinais de negligência e agressões físicas. Ela convive com uma condição congênita que exige cuidados médicos contínuos e faz uso de bolsa de colostomia, mas estava sem acompanhamento adequado e fora da escola há meses.
Segundo familiares paternos, a mãe alegava que a menina não tinha condições de frequentar a escola, embora não buscasse acompanhamento terapêutico, tampouco mantinha atualizados os laudos e os tratamentos médicos. Desde que passou a viver com o pai e as irmãs por decisão judicial, a criança tem recebido os cuidados necessários e demonstra disposição para retomar os estudos. A equipe psicossocial da Procuradoria avaliou que ela possui plena capacidade cognitiva e está apta a retornar à escola, desde que acompanhada por uma rede de proteção sensível às suas necessidades.
Após reunir provas, a Polícia Civil efetuou a prisão preventiva do padrasto, que permanece detido à disposição da Justiça. A Procuradoria segue acompanhando o andamento judicial e prestando suporte contínuo às vítimas e à família responsável por seu acolhimento.
A atuação da Procuradoria envolve uma equipe multidisciplinar composta por psicóloga, assistente social e assessoria jurídica. O atendimento psicoeducacional, realizado pela psicóloga, tem como foco orientar os cuidadores e familiares sobre a importância da escuta ativa, do acolhimento emocional e da continuidade terapêutica. Já o trabalho da assistente social é voltado à identificação de violações de direitos, fragilidades no acesso às políticas públicas e encaminhamentos necessários para garantir proteção integral.
“A dor que essas crianças carregam é algo que ninguém deveria viver. A Procuradoria está presente não só para denunciar, mas para reconstruir. Quando batemos à porta de uma família, levamos junto o compromisso de não abandonar nenhuma criança à própria sorte”, afirma a deputada Débora Menezes.
O atendimento da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente ocorre no 4º andar da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), com equipe psicossocial e jurídica, mediante agendamento prévio.
Estamos com foco no fato.











