Quase 40 mil pessoas seguem desaparecidas na Venezuela após terremotos

A estimativa é divulgado pelo site Desaparecidos Terremoto Venezuela, que faz parte da iniciativa Unidos Pela Venezuela

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Oito dias após a Venezuela ser atingida por dois fortes terremotos, os trabalhos de busca continuam na tentativa de resgatar quase 40 mil pessoas que seguem desaparecidas no país. A estimativa é divulgado pelo site Desaparecidos Terremoto Venezuela, que faz parte da iniciativa Unidos Pela Venezuela, criada por organizações civis e venezuelanos da diáspora.

Desde que foi criado, a plataforma recebeu mais de 81 mil registros. Alguns deles, contudo, foram relatos de desaparecimentos de uma mesma pessoa. Por isso, o número real de registros girou em torno da casa dos 55 mil.

Até a noite de quarta-feira (1º/7), 39.674 mil pessoas registradas no site continuavam desaparecidas, enquanto 15.760 mil foram localizadas. A queda no número de desaparecidos coincidiu com o aumento de vítimas fatais, que alcançou a casa dos 2.295 mortos.

Criado logo após os tremores, o site possibilita que pessoas registrem dados de desaparecidos depois dos tremores, como nome, idade, foto, descrição física e último local onde elas foram vistas.

Ele também permite os responsáveis pelos registros de desaparecidos sejam contactados caso alguém encontre a pessoa dada como sumida.

Além disso, o sistema permite que pessoas sejam reconhecidas através de fotos, que são comparadas com os registros do banco de dados da plataforma. Se as informações baterem, o desaparecido é dado como localizado. Aqueles que cadastraram desaparecimentos também podem atualizar os dados assim que encontrarem familiares, amigos ou conhecidos cujos paradeiros eram incertos.

Liderado por Delcy Rodríguez, o governo da Venezuela não divulgou um balanço oficial de quantas pessoas seguem desaparecidas após os tremores de terra.

Segundo a última atualização de autoridades locais, 6.461 mil pessoas foram resgatadas após buscas de equipes locais, com o auxílio dos mais de 4 mil resgatistas de diversos países que foram enviados para a Venezuela.

Fonte: Metrópoles

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