Roda-gigante virou escandâlo por conta de diversas suspeitas de irregularidades
Sem detalhes, contrato de roda-gigante revela: CNPJ incompatível com dono que diz ser proprietário

No centro de um dos maiores escândalos da gestão de David Almeida, a Prefeitura de Manaus divulgou o extrato do contrato — sem muitos detalhes — com a empresa responsável pela roda-gigante instalada na Orla da Ponta Negra, no Diário Oficial do Município, na última terça-feira (25).
Segundo o extrato, a permissão para operar na Ponta Negra foi concedida à empresa HM Diversões LTDA-ME, pelo prazo de seis meses, contados da “data da assinatura da autorização de uso precário e oneroso de bem público, podendo ser revogada a qualquer tempo”.

Apesar de o CNPJ 14.071.298/0001-35, referente ao extrato, constar como pertencente a Harley Belarmino de Souza e Maria Gabriela Michael Pinto, a empresa que opera no local se identifica como Wheel e pertence ao empresário Jean Marcos Praia Rocha, contrariando as informações.


Em entrevista concedida a um portal local, Jean Marcos afirmou ser o dono da roda-gigante que opera no local e desmentiu que a atração pertença a terceiros.
O caso envolvendo a roda-gigante ganhou grande repercussão após ser revelado que a empresa foi aberta apenas dois dias antes da inauguração da atração, levantando suspeitas sobre fortes indícios de irregularidades.
A Wheel Manaus foi aberta no dia 18 de novembro, enquanto a roda-gigante foi inaugurada no dia 20 — prazo incompatível com a burocracia necessária para a prefeitura analisar a documentação exigida em empreendimentos de grande porte.
Além disso, veículos de imprensa foram até o endereço que consta no CNPJ da Wheel Manaus e constataram que a sede da empresa fica em um terreno baldio tomado pelo mato.
Contrato da empresa
Segundo o extrato publicado no DOM, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), concedeu à HM Diversões LTDA-ME o direito de operar a roda-gigante localizada na Orla da Ponta Negra pelo período de 11 de novembro de 2025 a 11 de maio de 2026.
A autorização foi assinada pelo presidente do Instituto, Carlos Alberto Valente Araújo.
Poucos detalhes
O contrato, porém, não detalha informações como concorrência pública, edital, valores da concessão, nem outros dados necessários para autorizar o funcionamento de um empreendimento desse porte no local.











