União Progressista aposta na força da máquina e na campanha para eleger dois federais

Federação reúne nomes competitivos, mas pesquisas indicam que desempenho coletivo será decisivo para conquistar vagas em Brasília

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A disputa pelas oito cadeiras do Amazonas na Câmara dos Deputados promete ser uma das mais acirradas de 2026. Na Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas), a estratégia é transformar a força política do grupo em votos suficientes para eleger uma bancada competitiva, mesmo diante de pesquisas que, neste momento, colocam a federação abaixo do quociente eleitoral. 

A União Progressista conta com candidatos de perfis distintos, mas complementares. A deputada estadual Joana Darc aparece como o nome mais bem posicionado da federação nas pesquisas. O deputado federal Fausto Júnior busca a reeleição e aposta no recall do mandato. Já o ex-vice-governador Tadeu de Souza tenta converter sua projeção política estadual em uma candidatura competitiva para a Câmara, enquanto Thaysa Lippy completa a chapa ampliando a presença da federação na disputa. 

Apesar do peso político da federação, um dos levantamentos mais recentes aponta que a União Progressista ainda não alcançaria, isoladamente, os votos necessários para garantir uma cadeira na Câmara Federal. O desempenho conjunto da chapa aparece como o principal desafio da campanha. 

Por outro lado, lideranças da própria federação mantêm um discurso otimista. O grupo aposta na estrutura política construída nos últimos anos, no apoio de prefeitos e lideranças municipais e na força das campanhas majoritárias para impulsionar os candidatos proporcionais. O ex-governador Wilson Lima já afirmou publicamente que a meta é eleger pelo menos dois deputados federais, com possibilidade de conquistar uma terceira vaga. 

A expectativa é de que o cenário ainda sofra alterações significativas ao longo da campanha. Em eleições proporcionais, o crescimento da chapa como um todo costuma ser tão importante quanto a votação individual dos candidatos, já que a distribuição das vagas depende do desempenho coletivo da federação.

Se conseguir ampliar sua votação nos grandes colégios eleitorais e no interior do estado, a União Progressista poderá transformar sua estrutura política em cadeiras na Câmara dos Deputados. Caso contrário, corre o risco de ver candidatos competitivos ficarem de fora por insuficiência do quociente eleitoral, mesmo obtendo votações expressivas.

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