Federação reúne deputados com mandato, lideranças do interior e novos nomes competitivos
União Progressista monta “chapa de gigantes” e pode eleger uma das maiores bancadas da Aleam

A Federação União Progressista chega à disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas com uma das nominatas mais fortes, numerosas e competitivas das eleições de 2026. Formado pela união entre União Brasil e Progressistas, o grupo reúne parlamentares experientes, lideranças municipais e pré-candidatos com forte presença política na capital e no interior.
Entre os nomes com mandato e estrutura política estão Adjuto Afonso, Carlinhos Bessa, Dr. Gomes e Wanderley Monteiro. A federação também conta com a pré-candidatura de Marcellus Campêlo, que deixou o Governo do Amazonas para disputar uma vaga na Assembleia e aposta na projeção conquistada à frente de áreas estratégicas da administração estadual.
Os deputados que já ocupam cadeiras na Aleam entram na disputa com vantagens naturais: possuem mandato, bases eleitorais consolidadas, presença nos municípios e maior capacidade de articulação política.
Adjuto Afonso, que assumiu o comando da Assembleia após a saída de Roberto Cidade, aparece fortalecido institucionalmente e deverá disputar a reeleição apoiado em uma longa trajetória política. Carlinhos Bessa possui forte atuação no interior, especialmente nas regiões próximas a Tefé, enquanto Dr. Gomes e Wanderley Monteiro apostam na consolidação de suas bases e na estrutura da federação.
Apesar disso, ter mandato não representa garantia de vitória. Quanto mais forte a nominata, maior é a quantidade de votos necessária para o candidato ocupar as primeiras posições dentro da própria chapa.
Entre os nomes que buscam o primeiro mandato, Marcellus Campêlo aparece como uma das principais apostas da União Progressista.
Sua passagem pela administração estadual proporcionou visibilidade em Manaus e no interior, principalmente por meio de obras de habitação, saneamento, urbanização e infraestrutura. A estratégia será transformar a imagem de gestor e as entregas realizadas pelo Governo em votos para a Assembleia.
Marcellus entra na disputa com estrutura política, presença nos municípios e proximidade com as principais lideranças da federação. Por isso, poderá enfrentar os atuais deputados em condições reais de competitividade.
A mais recente pesquisa Ipen/G6 reforça que a corrida para deputado estadual ainda está longe de uma definição. Dos 1.200 eleitores entrevistados, 962 disseram não saber em quem votar ou não apresentaram nenhum nome espontaneamente.
Entre os integrantes da federação, Carlinhos Bessa apareceu entre os mais citados, com 11 menções, enquanto Joana Darc registrou cinco. O levantamento foi espontâneo, sem apresentação de uma lista, e mostra que a maioria do eleitorado somente deverá escolher seus candidatos durante a campanha oficial.
O principal trunfo da União Progressista também poderá ser seu maior problema. A chapa possui muitos candidatos competitivos para um número limitado de vagas.
Nesse cenário, os favoritos são os atuais deputados, que largam com mandato e bases organizadas. Marcellus Campêlo aparece como o novo nome com maior possibilidade de romper essa barreira.










