Durante a Sessão Plenária desta quarta-feira (18/06), os vereadores de Manaus criticaram duramente a decisão do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que anunciou o fim do pagamento em dinheiro nos terminais e estações de ônibus da capital. A mudança, que passa a valer já na próxima segunda-feira (23), …
Vereadores se posicionam contra o Sinetram após anúncio do fim do uso de dinheiro nos ônibus de Manaus

Durante a Sessão Plenária desta quarta-feira (18/06), os vereadores de Manaus criticaram duramente a decisão do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que anunciou o fim do pagamento em dinheiro nos terminais e estações de ônibus da capital.
A mudança, que passa a valer já na próxima segunda-feira (23), também inclui 14 linhas que funcionarão exclusivamente com pagamento digital. Para os parlamentares, a medida é excludente e prejudica diretamente a população que depende do transporte público diariamente.
O requerimento nº 9.299, apresentado pelo vereador Guedes, pede a convocação do diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Arnaldo Flores, para prestar esclarecimentos sobre a decisão.
No entanto, vereadores denunciaram uma tentativa da base aliada do prefeito David Almeida de transformar a convocação em convite — o que retira a obrigatoriedade da presença do gestor. A justificativa usada é de que Flores comparecerá à CMM apenas depois da medida já estar em vigor.
O vereador Coronel Rosses (PL) foi direto ao afirmar que a justificativa do Sinetram não tem lógica. “Eles dizem que é para evitar assaltos, mas o ladrão não entra no ônibus atrás de troco, e sim dos passageiros. Essa história de segurança é conversa fiada. Falta uma justificativa real para isso. Mais uma vez, quem paga o preço é a população”, afirmou.
Já o vereador Jailton Oliveira (PV) foi além e acusou o Sinetram de má-fé. “Quero saber em qual estudo de segurança pública eles se basearam. A população sabe o que acontece dentro dos ônibus — roubam celulares, relógios, cordões. Agiram sem ouvir a comunidade, os trabalhadores. Isso é um absurdo e é grave”, disse.
Jailton também informou que já está acionando o jurídico para barrar a decisão, reforçando que não houve consulta popular e que a medida prejudica diretamente a população.











