Wilson acusou Braga de ligação com grupo da Âmbar e cobra explicações sobre energia no Amazonas

Candidato ao Senado relacionou investimentos do adversário à empresa que controla a distribuidora. Braga nega ser sócio da Âmbar e chama acusação de falsa

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A energia elétrica entrou no centro do confronto entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB) na disputa pelo Senado. Durante debate realizado pela TV Norte em 17 de setembro, Wilson associou o senador ao grupo empresarial da Âmbar Energia e cobrou explicações sobre o custo do serviço no Amazonas.

“Você sabia que o candidato é sócio da empresa que é dona da Âmbar, da energia elétrica? Olha para a conta, ela aumentou. Para onde é que está indo todo esse dinheiro? A quem beneficia?”, declarou Wilson nas considerações finais do debate.

A Âmbar assumiu o controle da antiga Amazonas Energia em abril deste ano e passou a operar a distribuidora responsável pelo fornecimento de eletricidade no estado. A própria companhia informa que integra o grupo J&F, controlador também da JBS.

É nessa relação entre empresas que Wilson fundamenta seu questionamento político. A participação em ações da JBS, contudo, não comprova participação societária na Âmbar nem na distribuidora de energia. Braga afirma ter investimentos na JBS, empresa do setor de alimentos, e nega possuir ações da Âmbar. “Eu não tenho a ação da Âmbar. Eu tenho a ação da JBS”, disse após o debate, classificando a acusação de Wilson como mentira.

O senador também afirmou ter recorrido à Aneel e à Justiça contra medidas da concessionária. Segundo ele, uma liminar determinou a suspensão da substituição de cabos de cobre por alumínio em Manaus, enquanto são examinadas questões técnicas e de segurança.

O embate põe sob os holofotes duas cobranças distintas: a transparência sobre os investimentos declarados por quem disputa um mandato e a responsabilidade da concessionária pela qualidade do serviço prestado à população. Wilson transformou a relação entre JBS e Âmbar em ataque eleitoral; Braga rejeitou a conclusão de que seja sócio da empresa de energia. Até aqui, a acusação de participação direta do senador na Âmbar não foi demonstrada pelos elementos apresentados no debate.

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