???? Rebaixamento do Cuiabá reduz lista de times que nunca caíram no Brasileirão; veja quais são

A volta do Santos à elite do futebol brasileiro marcou o fim do capítulo mais desafiador da história do clube, que enfrentou o primeiro rebaixamento de sua trajetória. Por outro lado, quem agora encara essa realidade inédita é o Cuiabá. Penúltimo colocado no Brasileirão 2024, o Dourado não conseguiu escapar da queda, deixando Flamengo e São Paulo como os únicos clubes que jamais …

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A volta do Santos à elite do futebol brasileiro marcou o fim do capítulo mais desafiador da história do clube, que enfrentou o primeiro rebaixamento de sua trajetória. Por outro lado, quem agora encara essa realidade inédita é o Cuiabá. Penúltimo colocado no Brasileirão 2024, o Dourado não conseguiu escapar da queda, deixando Flamengo São Paulo como os únicos clubes que jamais foram rebaixados da Série A.

Cuiabá, um dos três únicos time da elite do futebol brasileiro que jamais havia sido rebaixado e estava ameaçado, teve a queda confirmada no Brasileirão 2024 na noite da terça-feira (26). Enquanto isso, Flamengo São Paulo, agora os únicos clubes que nunca caíram, ocupam, respectivamente, a quinta e a sexta posições na tabela.

Cuiabá passou boa parte do Brasileirão 2024 na zona de rebaixamento e não conseguiu evitar a queda. O Atlético-GO também já está matematicamente rebaixado. Enquanto isso, clubes tradicionais como Athletico-PRFluminense Grêmio seguem na luta para escapar do descenso.

Nas outras séries

Série A do Brasileirão é a única divisão de pontos corridos ainda em andamento. As Séries B e C já foram concluídas, com o Mirassol garantindo acesso à elite, mantendo sua invencibilidade em rebaixamentos. Na Série BAmazonas Novorizontino também preservaram o status de nunca terem caído e seguem na competição em 2025.

Já na Série C, o cenário foi diferente para alguns clubes que até então não conheciam o rebaixamento. Aparecidense e São José-RS experimentaram pela primeira vez o amargo descenso. Apesar disso, a Terceirona ainda conta com “incaíveis”, como Botafogo-PBFloresta São Bernardo. Outro destaque foi o Athletic, que, em sua estreia na Série C, conquistou o acesso à Série B de 2025, mantendo sua invencibilidade em quedas no Campeonato Brasileiro.

É importante frisar que, para critério de compilação dos dados desta matéria, foram excluídas as equipes que jamais jogaram qualquer divisão do Campeonato Brasileiro em suas histórias e até mesmo aquelas que participaram apenas da Série D do Brasileirão até hoje, haja vista que a 4ª divisão não prevê nenhum tipo de rebaixamento. Também não fazem parte da lista quaisquer dados referentes a rebaixamentos em campeonatos estaduais.

Na temporada passada do futebol brasileiro, foram cinco quedas inéditas: SantosTombenseAltos-PIManaus Pouso Alegre-MG.

A grande dúvida que permeia a cabeça do torcedor neste momento pode ser: por qual motivo tantas equipes consideradas “incaíveis” não estão na elite do futebol nacional, sendo que alguns, inclusive, já chegaram a disputar, em algum momento da história, a elite do futebol brasileiro? A explicação está na variedade de fórmulas que classificavam os times para as competições nacionais por meio dos estaduais nas últimas décadas.

É válido lembrar que entre as décadas de 70 e 80, houve, ao todo, nove mudanças de regulamento na elite do futebol brasileiro. Nesse cenário, um determinado clube até podia ir bem no Campeonato Brasileiro, mas acabava por ficar de fora no ano seguinte por não ter feito uma boa campanha no estadual.

O cenário de equipes que chegam longe no campeonato nacional, mas que acabam ficando de fora da edição seguinte do certame é algo que acontece de forma recorrente no presente formato da Série D. Muito por isso, a atual contagem de 11 clubes que nunca foram rebaixados aumentou. Isso porque uma série de equipes que disputam recorrentemente a 4ª divisão do Brasileirão jamais disputaram, nos moldes atuais, qualquer uma das três principais divisões do campeonato nacional.

Historicamente, o primeiro campeonato nacional que previu rebaixamento em seu regulamento foi a Taça de Ouro de 1982. Naquela época, os últimos colocados de cada grupo — que eram oito no total — acabaram rebaixados para a Taça de Prata, que equivalia à 2ª divisão da época. Estas equipes acabaram disputando as fases finais da competição naquela mesma temporada. Foi assim que, por exemplo, a Juventus-SP “caiu” para a Série B em 1983, mas no mesmo ano conquistou o título da Segundona.

Reviravoltas e viradas de mesa

Os números de equipes rebaixadas a preço de hoje, no entanto, poderiam ser diferentes. Isso porque, ao longo da história do Campeonato Brasileiro, muitos rebaixamentos foram cancelados, e as famosas “viradas de mesa” aconteceram. Uma das mais conhecidas delas aconteceu no Brasileirão de 1996 e acabou salvando Fluminense Bragantino da queda para a Série B. O efeito cascata chegou à Segundona e, consequentemente, evitou os rebaixamentos de GoiatubaSergipe e Central para a Série C.

Outros que tiveram suas quedas anuladas na Série A foram Náutico Paysandu (1992) e o Gama (1999). Esta última acabou criando a Copa João Havelange e proporcionando uma verdadeira revolução em todas as divisões do Brasileirão. Já na Série B, em 1995, o Barra do Garças, do Mato Grosso, foi excluído após ter acumulado dívidas junto à Federação Mato-Grossense de Futebol. Com isso, o rebaixamento da Ponte Preta, que havia terminado o campeonato na 23ª colocação, à Série C do ano seguinte foi cancelado.

Em 2013, o mais recente (e talvez famoso) caso de reversão de rebaixamentos. Isso porque ao fim daquela edição da Série A, os rebaixados foram, respectivamente: FluminenseVascoPonte Preta e Náutico. No entanto, ao término da competição, a Portuguesa foi denunciada pela Procuradoria Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva por ter escalado de forma irregular o jogador Héverton contra o Grêmio, na última rodada do certame. O atleta foi punido com dois jogos de suspensão por ter sido expulso na partida contra o Bahia, a 24 de novembro, mas cumpriu apenas uma partida e não poderia atuar na rodada final.

Como consequência, a Lusa foi punida em primeira instância pelo STJD com a perda de 4 pontos, caindo da 12ª para a 17ª colocação na tabela de classificação sendo rebaixado para a Série B no lugar do Flamengo, que também foi punido com a perda de pontos pela escalação irregular do lateral André Santos, perdendo assim 4 pontos e caindo da 11ª para a 16ª posição, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. O Fluminense acabou beneficiado indiretamente pelas punições, uma vez que teve o seu rebaixamento evitado, saindo da 17ª para a 15ª colocação.

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