O presidente Lula, em seu terceiro mandato, tem reforçado uma postura que evita admitir falhas, preferindo apontar responsabilidades para outros, seja dentro ou fora de seu governo. A característica já não é de hoje, inclusive é bastante reconhecida entre aliados do PT, que internamente ironizam a suposta “infalibilidade” do esquerdista. Quando algo dá errado, a …
????Acuado sob pressão, Lula usa cortina de fumaça e terceirização responsabilidade na ONU

O presidente Lula, em seu terceiro mandato, tem reforçado uma postura que evita admitir falhas, preferindo apontar responsabilidades para outros, seja dentro ou fora de seu governo. A característica já não é de hoje, inclusive é bastante reconhecida entre aliados do PT, que internamente ironizam a suposta “infalibilidade” do esquerdista. Quando algo dá errado, a culpa raramente recai sobre Lula, mas sim sobre seus ministros, adversários políticos ou fatores externos, como a natureza.
A crise envolvendo as queimadas e a seca que afetam diversas regiões do país constatam que o governo federal não possuía um plano de contingência adequado, nem políticas de prevenção eficazes ou orçamento suficiente para combater os incêndios e mitigar os efeitos da seca. Durante uma reunião com representantes dos Três Poderes, Lula admitiu que o governo “não estava 100% preparado” para lidar com a situação, mas apontou que a crise poderia ser resultado de uma sabotagem por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, desviando o foco das falhas administrativas.
Além disso, membros do governo também têm transferido a responsabilidade para os governadores estaduais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chegou a criticar os estados por não terem proibido o uso controlado do fogo, o que poderia ter evitado a propagação dos incêndios. Na mesma reunião, Lula buscou dividir os danos políticos, envolvendo os Três Poderes na resposta à crise.
Os resultados dessa postura negacionista do lulopetismo já são visíveis na opinião pública. De acordo uma pesquisa recente do Ipec (antigo Ibope) a avaliação geral do governo Lula segue caindo, enquanto a desaprovação disparou. Entre os entrevistados, a percepção de “ruim e péssimo” na área ambiental saltou de 33% em abril para 44%, com maior precisão nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão localizadas a Amazônia e o Pantanal.
Em resposta tímida à crise e ao desgaste de sua imagem, Lula anunciou a liberação de mais de 500 milhões de reais para o combate às queimadas e prometeu agilizar a utilização dos recursos do Fundo Amazônia, financiado por doações internacionais.
Fonte: Conexão Política
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