A investigação é por suspeita de abuso de poder político, econômico e por propaganda eleitoral antecipada
Omar Aziz e Braga são alvos de suposta campanha eleitoral antecipada

O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou uma Notícia de Fato Eleitoral por suspeita de abuso de poder político, econômico e por propaganda eleitoral antecipa por parte dos senadores e pré-candidatos, Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), no município de Humaitá, a 591 quilômetros de Manaus. A apuração consta no Diário Oficial do órgão.
Além de apurar também indícios de condutas vedadas a agentes públicos e eventual arrecadação ou gasto ilícito de recursos durante agenda relacionada à promoção de pré-candidaturas paras as eleições de 2026.
A investigação mirou o evento de lançamento da pré-candidatura de deputado estadual de Felipe Lobo (MDB), irmão do atual prefeito do município, José Cidenei Lobo do Nascimento, além das manifestações de apoio à pré-candidatura de Silas Câmara (Republicanos) a deputado federal, que aconteceu na última quarta-feira (1º).
Segundo o MPE, serão analisados peças publicitárias instaladas em Humaitá, entre elas outdoors com imagens de Braga e Omar, além de carreatas, motociatas e palcos profissionais, com possível investimento de recursos públicos.
Análise
Entre os pontos que serão analisados pelo MPE está um discurso atribuído ao senador Eduardo Braga. Segundo o documento, o parlamentar teria afirmado, em síntese, que quem torcesse ou agisse contra o grupo político enfrentaria “Eduardo Braga e Omar Aziz”. A declaração será examinada para verificar eventual caráter intimidatório em relação a adversários políticos.
A Promotoria também informou que irá apurar a possível utilização de estrutura pública durante os eventos, incluindo a Escola Estadual Patronato Maria Auxiliadora. Embora o espaço tenha sido apresentado como particular, o documento aponta que o imóvel é alugado pelo Governo do Amazonas e funciona como unidade da rede estadual de ensino.
A investigação ainda analisará se houve uso de bem público para fins eleitorais, bem como eventual instrumentalização de demandas de grupos sociais organizados para promover pré-candidaturas.










