Aumento de deputados implicará impacto orçamentário de R$ 64,8 milhões ao ano
Bancada amazonense fica dividida na votação para aumento de 18 cadeiras na Câmara Federal

A bancada amazonense ficou dividida na votação, nessa terça-feira (6), do Projeto de Lei que aprovou o aumento do número de deputados na Câmara Federal de 513 para 531, e começa a vigorar depois das eleições de 2026. A proposta foi aprovada e segue para o Senado.
Com a aprovação, o Amazonas vai ganhar mais duas cadeiras, passando dos atuais oito parlamentares para 10. O custo anual para bancar mais dois parlamentares do estado vai custar quase R$ 7 milhões. As 18 novas cadeiras, ao total, vai causar gastos de R$ 64,8 milhões aos cofres públicos.
Dos seis parlamentares presentes no plenário da Casa, votaram contra o aumento: Capitão Alberto Neto (PL), Sidney Leite (PSD) e Amom Mandel (Cidadania). Já os deputados Átila Lins (PSD), Adail Filho (Republicanos) e Pauderney Avelino (União Brasil) votam a favor. Silas Câmara (Republicanos) e Fausto Junior (União Brasil) não marcaram presença no Plenário e, portanto, não participaram da votação.
Aumento da representatividade na Aleam
O aumento de deputados federais do Amazonas também vai impactar no aumento de parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), passando dos atuais 24 para 30 deputados.
Conforme determina a Constituição Federal, o número de deputados estaduais mudará porque a Assembleia Legislativa deve ter o triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados.
Impacto orçamentário
A criação de novas cadeiras implicará impacto orçamentário de R$ 64,8 milhões ao ano, segundo informações da Diretoria-Geral da Câmara, a ser absorvido pelas previsões orçamentárias de 2027, quando começa a próxima legislatura com a nova quantidade.
Outro impacto que deverá ser alocado é o de emendas parlamentares que os novos representantes passarão a ter direito de indicar no âmbito do Orçamento da União.











