Caso Benício expõe série de mortes no Amazonas e movimento cobra Justiça

Mães relatam diversos casos de perca de filho devido a erros médicos

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A morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em novembro de 2025, vítima de erro médico, escancarou uma realidade alarmante: casos semelhantes estariam ocorrendo com frequência na saúde do Amazonas, tanto na rede pública quanto na privada. Diante da dor e da revolta, mães que também perderam filhos por possíveis falhas médicas se uniram e criaram o movimento “Mães por Justiça”. O grupo cobra responsabilização dos envolvidos e pressiona autoridades públicas por mais rigor, fiscalização e atenção aos casos.

Em entrevista ao Esclarecendo os Fatos, da FocoOnTV, na última terça-feira (28), a representante do movimento, Ariana Malveira, falou sobre como teve início o grupo. Segundo ela, após a repercussão do caso de uma mãe que perdeu seu bebê e expôs na internet outros relatos de situações parecidas, diversos casos vieram à tona. A partir disso, foi criado um grupo no WhatsApp, reunindo mães de vítimas, especialmente crianças.

De acordo com a representante, o grupo decidiu unir forças para pedir justiça pelos erros médicos que, segundo ela, poderiam ser evitados. Durante a entrevista, Ariana revelou que os casos são levados às autoridades competentes para investigação, no entanto, não têm andamento, e os responsáveis continuam impunes.

“A gente se uniu. A gente viu que é uma dor muito cruel. Perder um filho é uma dor muito cruel, ainda mais sendo por uma negligência, algo que poderia ser evitado. Então a gente se uniu ali para ter forças para lutar por justiça. Porque, até então, essa causa é muito invisibilizada. As pessoas olham e não acreditam que aquilo é verdade, que aquilo realmente aconteceu”, relatou Ariana Malveira, visivelmente emocionada.

Diante dos diversos casos, o grupo pede que autoridades competentes, como Polícia Civil e Ministério Público, tomem as providências necessárias para, ao menos, iniciar as investigações — que, segundo ela, muitas vezes nem sequer são abertas — e punir os envolvidos que não agiram da forma correta e que, por negligência, imperícia ou erros médicos, contribuíram para a perda de seus filhos.

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