Ainda não há data para a realização do julgamento
Caso Bruno e Dom: justiça decide que “Colômbia” vai a júri popular como mandante dos crimes

A Justiça Federal de Tabatinga determinou nesta segunda-feira (8), que Ruben Dario da Silva Villar, o “Colômbia”, será julgado por júri popular pelos assassinatos do jornalista inglês Dom Philips e do indigenista Bruno Pereira, ocorridos em 2022, no Vale do Javari no Amazonas. A decisão é da juíza Cristina Lazzari Souza, que atendeu o pedido do Ministério Público Federal (MPF).
A decisão ocorreu após a magistrada analisar as investigações e concluir que existem provas de que as mortes aconteceram e que há fortes indícios de que “Colômbia” foi o mandante e financiador do duplo homicídio.
Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição na Amazônia, no território que engloba os municípios de Guajará e Atalaia do Norte. Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022, quando passavam em uma embarcação pela comunidade de São Rafael. De lá, seguiriam para o munícipio de Atalaia do Norte, mas foram mortos.
Segundo o MPF, “Colômbia” financiava um grupo ligado à pesca ilegal na regiao do Vale do javari e teria participado ou ordenado dos assassinatos.
Na decisão, a juíza reuniu registros de ligações telefônicas entre “Colômbia” e suspeitos apontados como autores do crime, além de depoimentos de testemunhas. As investigações também indicam que ele financiava atividades ilegais no Vale do Javari.
A magistrada ainda destacou que o indigenista Bruno Pereira teria sido alvo de ameaças por conta do trabalho de fiscalização que realizava na região. Segundo a investigação, as ações do indigenista preojudicavam os interesses do grupo criminoso investigado.
Além de “Colômbia” poder ter fornecido as munições utilizadas nos crimes, mantido contato frequente com integrantes do grupo antes dos crimes e auxiliado na coordenação de atividades ilegais investigadas.
Após a decisão, “Colômbia” responderá pelo crime de homicídio qualificado. No caso da morte Dom Philips, a acusação também sustenta que o crime teria sido cometido para facilitar ou esconder outro delito.
Crime
Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição para uma investigação na Amazônia. Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho, quando passavam em uma embarcação pela comunidade de São Rafael. De lá, seguiam para Atalaia do Norte. A viagem de 72 quilômetros deveria durar apenas duas horas, mas eles nunca chegaram ao destino.
Os restos mortais dos dois foram achados em 15 de junho daquele ano. As vítimas teriam sido mortas a tiros, e os corpos, esquartejados, queimados e enterrados. Segundo laudo de peritos da PF, Bruno foi atingido por três disparos, dois no tórax e um na cabeça. Já Dom foi baleado uma vez, no tórax.











