O requerimento questiona a capacidade do governo de manter a FAB em meio à crise orçamentária
‘Cenário alarmante’, diz Alberto Neto sobre ameaça do espaço aéreo brasileiro

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) alertou sobre a ameaça à soberania do espaço aéreo do país nesta terça-feira (08). Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, ele apresentou o requerimento de Informação 4099/2025, exigindo explicações do Ministério da Defesa sobre o que classifica como uma crise operacional sem precedentes na Força Aérea Brasileira (FAB).
Sem dar maiores detalhes, Alberto Neto destacou que há a necessidade de investimentos estratégicos em defesa e vigilância aérea, além de reforçar a atuação das Forças Armadas. “Estamos diante de um cenário alarmante que coloca em risco a soberania do nosso espaço aéreo e a segurança nacional. A FAB está sem condições de abastecer seus caças, e isso exige uma resposta imediata por parte do Executivo. Não podemos permitir brechas em nossa segurança. O espaço aéreo é vital para a integridade nacional”, afirmou Alberto Neto.
Segundo o parlamentar, o bloqueio orçamentário de R$ 2,6 bilhões, determinado pelo Decreto 12.447/2025, mergulhou a FAB em um estado crítico: 40 aeronaves estão paralisadas, 137 pilotos inativos, e missões estratégicas — como patrulhamento aéreo, combate ao narcotráfico e proteção da Amazônia — foram suspensas por falta de combustível e recursos.
O requerimento encaminhado ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, questiona diretamente a capacidade do governo de manter a FAB minimamente operacional em meio à crise orçamentária. Para o deputado, o desmonte gradual da estrutura militar está ocorrendo longe dos olhos da população e sem o devido debate no Congresso.
Além de cobrar medidas de contingência, o parlamentar quer saber:
- O nível real de vulnerabilidade do espaço aéreo nacional;
- Missões estão sendo priorizadas ou descartadas;
- Quais os planos para reter profissionais altamente qualificados, frente à crescente evasão;
- E o que está sendo feito para manter projetos estratégicos como os do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), que hoje opera em meio expediente.











