‘CPI não incomoda’, diz David Almeida sobre investigação do Asfalta Manaus na Aleam

O caso tende a ampliar o desgaste na imagem do prefeito

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O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), minimizou a possível instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Asfalta Manaus na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). “Não incomoda. Temos como comprovar a devida aplicação do recurso do convênio”, declarou a um portal local.

A CPI tem como objetivo investigar o uso de R$ 181 milhões repassados pelo Governo do Estado à Prefeitura de Manaus, por meio de convênios para o recapeamento asfáltico. Há suspeitas de irregularidades na execução do programa, lançado com a promessa de asfaltar 10 mil ruas. O projeto é alvo de críticas pela suposta má qualidade dos serviços e por mortes associadas à precariedade das vias.

Crise no Avante

A articulação para abrir a CPI gerou turbulência interna no Avante. O deputado estadual Wanderley Monteiro, integrante da base de David Almeida, assinou o pedido de abertura da Comissão, o que provocou insatisfação na sigla e especulações sobre sua possível expulsão. Nos bastidores, comenta-se que Wanderley já vinha tendo divergências com o prefeito desde o ano passado, e sua decisão de apoiar a investigação contra o presidente do próprio partido pode sinalizar um rompimento definitivo.

Avanço da CPI

A CPI do Asfalto já alcançou as 10 assinaturas necessárias para sua abertura. Parlamentares pretendem apurar possíveis irregularidades e a transparência na execução das obras. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) também investiga a ausência de um cronograma claro e de um plano de ação público para as intervenções previstas pelo programa.

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