DE SAÍDA: Em carta presidente do PL autoriza saída de Marcelo Ramos do partido.

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, anunciou nesta terça-feira (7/12) que recebeu autorização, em carta do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, para deixar o partido sem medo de ter o mandato buscado na Justiça pela sigla por infidelidade partidária. No texto, Costa Neto também se compromete a manter o apoio para que ele …

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O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, anunciou nesta terça-feira (7/12) que recebeu autorização, em carta do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, para deixar o partido sem medo de ter o mandato buscado na Justiça pela sigla por infidelidade partidária. No texto, Costa Neto também se compromete a manter o apoio para que ele continue na vice-presidência da Casa.

Pelo acordo, Ramos continuará formalmente filiado ao partido que hoje comporta o presidente Jair Bolsonaro, no entanto, não mais representará a legenda em atividades na Câmara, como faz em orientação de liderança em sessões da Câmara, por exemplo.

“Em diálogo com o presidente Valdemar, nós chegamos a uma acordo e eu recebi hoje a autorização, através de uma carta que registra essa incompatibilidade política da minha presença diante do novo projeto político-eleitoral do partido, com a filiação do presidente Bolsonaro. O presidente Valdemar, de uma forma muito fraterna e, cumprindo o que havíamos dialogado há algum tempo, como é da tradição de fazer política dele, hoje assinou uma carta que autoriza a minha saída”, disse Ramos.

A decisão de sair foi tomada por Ramos depois da chegada do presidente e do senador Flávio Bolsonaro à legenda comandada por Valdemar Costa Neto. A perspectiva é de que outros parlamentares saiam do PL, mas que também o partido cresça, visto que muitos aliados de Bolsonaro devem migrar para a legenda.

A intenção de Ramos é se reeleger na Mesa Diretora da Câmara. Entre os partidos mais prováveis estão o PSD, de Gilberto Kassab, ou ao União Brasil – resultado da fusão entre DEM e PSL, que ainda espera aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O deputado recebeu convites de várias outras legendas e, nesta terça, tratou de não fechar as portas, embora sua tendência seja permanecer no mesmo campo político do aliado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara.

Como a vaga de vice-presidente é indicação do bloco, a migração ocorre dentro da esfera que apoiou a candidatura de Lira ao comando da Câmara.

Fonte: Metrópoles

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