Mesmo sob investigação, vereador propõe que Sou Manaus se torne patrimônio cultural imaterial

O vice-presidente da Câmara de Manaus (CMM), vereador Jander Lobato (PSD), protocolou um Projeto de Lei para reconhecer o Festival Sou Manaus - Passo a Paço, como patrimônio cultural imaterial da capital, mesmo que o evento esteja sendo investigado sobre gastos milionários. O vereador defendeu que o festival se consolidou como "símbolo de democratização do …

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O vice-presidente da Câmara de Manaus (CMM), vereador Jander Lobato (PSD), protocolou um Projeto de Lei para reconhecer o Festival Sou Manaus – Passo a Paço, como patrimônio cultural imaterial da capital, mesmo que o evento esteja sendo investigado sobre gastos milionários.

O vereador defendeu que o festival se consolidou como “símbolo de democratização do acesso à cultura” e como espaço de “valorização das tradições amazônicas” e que o evento movimenta a economia local através do comércio, turismo, transporte, e gera emprego e renda para profissionais informais.

No projeto, cita a definição do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), segundo a qual bens imateriais são práticas, representações e saberes transmitidos entre gerações, recriados continuamente pelas comunidades a partir de sua relação com o ambiente e com a história local.

No entanto, o projeto foi apresentado justamente no momento em que o festival está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), que pediu informações detalhadas sobre os gastos feitos. O órgão deu o prazo de cinco dias para que a Prefeitura de Manaus e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) apresentem as informações solicitadas.

A base aliada de David Almeida (Avante) derrubou o requerimento que pedia a prestação de contas dos cachês de artistas e gastos totais do evento neste ano, deixando os vereadores de oposição À gestão do prefeito sem resposta.

Os vereadores de oposição identificaram o descumprimento de prazos e decisões judiciais relacionadas a uma ação popular para investigar possíveis irregularidades nas despesas do festival e a apresentação de documentos reutilizados das edições de 2023 e 2024.

Projeto de Lei:

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