Este é o primeiro empréstimo realizado na gestão de Renato
Poucos dias após assumir prefeitura, Renato Junior quer empréstimo de R$ 620 milhões

A Prefeitura de Manaus fez um pedido um novo pedido de empréstimo de R$ 620 milhões da União, junto ao Banco do Brasil nas últimas semanas, mesmo após apenas 15 dias de Renato Junior assumir a gestão municipal, sendo o primeiro empréstimo realizado como prefeito.
O pedido foi feito em 9 de abril, três dias após a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) arquivar uma proposta anterior feita pela prefeitura no valor de R$ 650 milhões – R$ 30 milhões a mais que a nova solicitação.
Renato Junior assumiu a gestão municipal no último dia 31 de março em solenidade na Câmara Municipal de Manaus, após o ex-prefeito David Almeida (Avante) renunciar ao cargo para concorrer ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026.
Sem detalhes
Porém, o parecer técnico não informa nenhuma obra específica, apenas detalha que a maior fatia dos recursos, no total de R$ 585 milhões, será aplicada em infraestrutura urbana, listando prioridades como a contenção de processos erosivos em encostas, o desassoreamento de igarapés para prevenção de alagamentos, a construção de viadutos e parques urbanos, além da reforma de feiras, mercados e a melhoria de ramais e vicinais.
Os R$ 35 milhões restantes serão investidos na modernização tributária e no programa Cidades Inteligentes. As ações englobam desde a atualização cadastral e georreferenciamento, visando maior eficiência na cobrança do IPTU, até a implementação de infraestrutura de Tecnologia da Informação. O objetivo central é aumentar a eficiência na arrecadação de tributos e na prestação de serviços ao cidadão.
O pedido é baseado na mesma lei municipal 3.478/2025, que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo de até R$ 2,5 bilhões com bancos nacionais. A norma foi criada a partir do Projeto de Lei aprovado pela maioria dos vereadores da CMM em março de 2025.
Com a norma, o prefeito poderá realizar quantos empréstimos quiser, entre 2025 e 2028, até o limite de R$ 2,5 bilhões, sem que precise pedir novas autorizações dos vereadores. Essa previsão consta na justificativa do projeto de lei enviado pelo prefeito à CMM. Os empréstimos só poderão ser tomados com bancos nacionais.
Prazo e análise
A prefeitura terá o prazo de 10 dias para realizar o pagamento do empréstimo, com um ano de carência. A taxa de juros será baseada no CDI, acrescida de cerca de 1,2% ao ano. Com isso, o custo total da operação pode ultrapassar R$ 1 bilhão ao longo do período, considerando juros e encargos. No entanto, o empréstimo precisa ser aprovado pela União, sem previsão de prazo.











