A transferência de Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompe o fluxo de visitas de aliados ao ex-presidente. Na prática, a mudança pode frear articulações políticas sobre as eleições deste ano e aumentar a influência de membros da família, como Michelle Bolsonaro, que …
Prisão domiciliar com restrições aperta cerco ao “QG” de Bolsonaro

A transferência de Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompe o fluxo de visitas de aliados ao ex-presidente.
Na prática, a mudança pode frear articulações políticas sobre as eleições deste ano e aumentar a influência de membros da família, como Michelle Bolsonaro, que terá acesso em tempo integral ao marido.
Na decisão que mandou Bolsonaro para casa, vista como uma vitória para aliados, Moraes proibiu visitas pelo prazo de 90 dias, período de recuperação médica, por risco de sepse. Apenas Michelle e Laura Bolsonaro, que moram na residência, têm acesso liberado.
Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, além de médicos e advogados, podem realizar visitas em dias e horários estipulados.
“A suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 (noventa) dias, correspondente ao período de recuperação do custodiado, para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado”, escreveu Moraes.
Durante o período na Papudinha, Bolsonaro recebeu diversas visitas de aliados, que serviam para discutir a conjuntura política e os cenários eleitorais, o que fez com que a cela do ex-presidente fosse vista como uma espécie de “quartel-general” do bolsonarismo.
Por causa disso, o cerco a Bolsonaro durante a prisão domiciliar foi mal recebido pelo núcleo político próximo ao ex-presidente.
Bolsonaro tinha 11 visitas marcadas entre março e abril com aliados – agora, elas deixarão de ser realizadas. Esses encontros incluem conversas que poderiam definir os rumos de campanhas para estados estratégicos, como São Paulo.
Em 21 de março, Bolsonaro deveria se encontrar com o deputado federal Marco Feliciano (PL) e em 15 de abril com o vice-prefeito de São Paulo, o Cel. Mello Araújo (PL). Ambos são cotados para o Senado.
Fonte: Metrópoles











