Nesta quinta-feira(06), a BandNews Difusora divulgou através do quadro "Exclusiva", programa de entrevistas e debates, a reportagem da jornalista, Rosiene Carvalho com produção de Steffanie Schmidt e Chamel Flores, sobre a "Mudança Climática e Favelização de Manaus: o racismo ambiental por trás das áreas de risco" que evidencia o descanso dos gestores da cidade com …
Reportagem da BandNews evidencia prejuízos para a população com mudanças climáticas e racismo ambiental

Nesta quinta-feira(06), a BandNews Difusora divulgou através do quadro “Exclusiva”, programa de entrevistas e debates, a reportagem da jornalista, Rosiene Carvalho com produção de Steffanie Schmidt e Chamel Flores, sobre a “Mudança Climática e Favelização de Manaus: o racismo ambiental por trás das áreas de risco” que evidencia o descanso dos gestores da cidade com a população que vive em condições de vulnerabilidade em Manaus.
A reportagem destaca a fala da morada Rocicleide, 45 anos, sobrevivente do desabamento na Redenção ajuda a entender o contexto que deveria servir de farol para quem tem como dever cuidar do povo.
“Foi um desesperado danado. Até hoje ainda está na minha cabeça, eu tava falando para minha filha que hoje eu tô vivendo um momento de nervosismos, qualquer coisinha eu tô chorando. […] sempre falaram que é uma área de risco, mas nunca pensei que isso fosse acontecer.”
Outro fator apontado durante a reportagem é o índice que mostra Manaus como uma das 10 capitais com maior número de ocorrências de desastres naturais, na oitava posição. Ao total, é calculado 19 acidentes registrados ano passado.
Veja abaixo mais trechos da reportagem e para mais informações acesso o link disponível:
“Em 2011, o então prefeito de Manaus Amazonino Mendes reagiu irritado com a famosa frase “Tá
explicado” ao visitar uma área de risco após acidente e descobrir que uma moradora era paraense.
A mulher parecia cansada de promessas superficiais, encarou a maior autoridade do município e apontou os problemas da sua realidade. Em seu último mandato como prefeito de Manaus, a fala de Amazonino políticamente foi interpretada como resultado da má comunicação de um político idoso.
Quatorze anos depois, o considerado jovem vice-prefeito Renato Júnior, reedita/requenta a sentença que culpa as vítimas por suas desgraças e mortes diante de uma encosta que desmoronou e matou pai e filha no Redenção.
Após horas soterrados, os corpos foram encontrados abraçados.
A maior metrópole da Amazônia é uma colecionadora de títulos que maltratam e matam sua população.
Em 2024, Manaus foi a cidade com o maior número de alertas emitidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Foram 50 alertas ao todo.
Para termos uma ideia do que isso representa, Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), que são as maiores metrópoles brasileiras, ocuparam o 2o e 3o lugar, com 41 alertas.
Manaus está entre os dez municípios com maior número de ocorrências de desastres naturais, na oitava posição.
Foram 19 incidentes registrados no ano passado. O Cemaden aponta que os dados refletem características geográficas, climáticas e socioeconômicas que tornam as localidades propensas a “desastres”.
Um outro fator, eu acrescento: escolhemos gestores que deixam morrer sua gente. Idade não determina mudança. Talvez vergonha ajudasse um pouco. Como não ter vergonha de ser gestor de uma cidade que deixa morrer como política pública e usa a morte como culpa das vítimas e marketing de campanha?
Rocicleide, 45, sobrevivente do desabamento na Redenção ajuda a entender o contexto que deveria servir de farol para quem tem como dever cuidar do povo.
Trabalho de @ss.jornalista e @chamelfloresprodutor
Estamos com foco no fato.











