UP e PL avançam em aliança majoritária e bastidores apontam retorno de Maria do Carmo ao NOVO

Nos bastidores da política amazonense, uma engrenagem começa a girar com mais intensidade rumo a 2026. Lideranças da federação União Progressista (UP),formada por União Brasil e Progressistas, e o Partido Liberal (PL) estariam alinhando uma possível composição para a disputa do Governo do Amazonas e o Senado Federal. A movimentação ainda não é oficial, mas …

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Nos bastidores da política amazonense, uma engrenagem começa a girar com mais intensidade rumo a 2026. Lideranças da federação União Progressista (UP),formada por União Brasil e Progressistas, e o Partido Liberal (PL) estariam alinhando uma possível composição para a disputa do Governo do Amazonas e o Senado Federal.

A movimentação ainda não é oficial, mas interlocutores confirmam que há diálogo em curso para a construção de uma chapa competitiva que una o peso estrutural da federação com a militância orgânica do PL, partido que hoje concentra a maior força da Direita no estado.

Com a filiação de Tadeu de Souza à federação União Progressista, o cenário ganhou nova configuração. O vice-governador é o nome da federação para encabeçar a disputa ao governo e Wilson Lima ao Senado.

Nos bastidores, a leitura é clara: a UP precisa de uma aliança robusta para consolidar musculatura eleitoral. E o PL, por sua vez, busca protagonismo majoritário, seja na cabeça de chapa, seja na composição ao Senado.

Dentro do PL, o nome do deputado federal Capitão Alberto Neto aparece como peça-chave nas negociações, especialmente na construção da disputa ao Senado. A estratégia seria montar uma chapa “completa”, unificando governo e Senado sob o guarda-chuva da centro-direita.

O movimento teria aval de lideranças nacionais, incluindo o presidente do PP, Ciro Nogueira, que tem defendido publicamente a necessidade de ampliar a bancada federal e fortalecer alianças estratégicas nos estados, de Antonio Rueda do União Brasil, Valdemar da Costa Neto do PL e conta com a anuência de Flávio Bolsonaro.

Enquanto a federação UP e o PL conversam, outra peça pode se mover no xadrez político: Maria do Carmo Seffair.

Após ruídos internos no PL e disputas por espaço na construção da chapa majoritária, cresce a especulação de que Maria do Carmo poderia retomar ao Partido Novo, legenda pela qual mantém sob sua influência direta.

A eventual volta ao Novo reposicionaria a empresária no campo liberal-raiz, com discurso mais alinhado à pauta econômica e menos dependente das articulações internas do PL no Amazonas, leia-se: Alfredo Nascimento.

Se confirmada, a composição UP-PL criaria uma superestrutura partidária com grande tempo de televisão, recursos de campanha e capilaridade municipal e estadual, elementos decisivos em uma disputa estadual.

Por ora, tudo caminha no terreno das articulações reservadas. Mas uma coisa é certa: o jogo de 2026 começou antes do previsto e ninguém quer ficar fora da mesa onde as decisões estão sendo tomadas.

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