Mesmo com discurso conservador e de direita, Plínio Valério aparece em último na corrida ao Senado

Senador fica atrás até do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT)

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Mesmo com um discurso conservador, a favor de algumas pautas da direita e, inclusive, crítico do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Plínio Valério (PSDB) aparece em último na corrida ao Senado em 2026, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN), divulgada na última quarta-feira (30). 

A menos de um ano e meio da eleição, o parlamentar que vai tentar a reeleição vem adotando um posicionamento mais à direita, tentando conquistar a parcela do eleitorado considerada mais conservadora. Apesar de usar a narrativa direitista, o senador tenta “descolar” da figura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), líder do campo político no país, uma vez que não se posiciona publicamente contra a “perseguição” enfrentada por Bolsonaro. 

De acordo com a pesquisa do IPEN, o parlamentar figura na última posição no cenário “estimulado” com seis nomes, tanto em votos válidos como na espontânea, ficando atrás até mesmo do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), que atualmente não possui mandato. Na sua frente aparece o senador Eduardo Braga (29,1%), seguindo do deputado federal Alberto Neto (218%), em terceiro o governador Wilson Lima (17,2%), Marcos Rotta (11,6%), Marcelo Ramos (10,3%) e na “lanterna” Plínio Valério com (9,9%).

Além da última colocação, recentemente o senador afirmou que as eleições de 2026 serão marcadas por quem tem coragem de “peitar” o Supremo Tribunal Federal (STF) e assinar pedidos de impeachment de ministros. 

“A eleição vai ser entre direita e esquerda, quem tem medo e quem não tem medo do STF. Quem tem coragem de pichar o Alexandre Moraes e o Barroso e quem não tem. Quem tem, vai ser apoiado. Quem tem medo, vai ser esquecido pela direita. Quem não tem medo, vai ser apoiado pela direita. Aí depende se é bolsonarista ou não”, disse o senador.

Apesar de ter um discurso contra o STF, inclusive declarando apoiar pedidos de impeachment de ministros da Corte, o eleitorado do estado parece não se convencer com a postura adotada pelo senador. 

Ele inclusive aproveitou para comentar sobre seus adversários ao Senado: “O perfil. Marcelo Ramos é petista. Eduardo é aliado do Lula. Alberto é aliado de Bolsonaro. Marcos Rotta é candidato do Davi. E eu… que não sou afilhado do Bolsonaro, gosto da amizade com o Flávio, com o Marinho”.

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