Escândalo da ManausMed tem aspectos parecidos com fraude bilionária no INSS

Servidores da prefeitura estão tendo descontos no pagamento sem autorização

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Assim como aposentados e pensionistas tiveram valores descontados da folha de pagamento sem permissão, no que ficou conhecido como escândalo do INSS, servidores comissionados da Prefeitura de Manaus também estão sofrendo descontos, sem autorização, de um percentual do salário para custear o plano de saúde do Serviço de Assistência à Saúde do Município de Manaus (Manausmed).

O caso envolvendo servidores da prefeitura veio à tona na última semana após o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) denunciar que servidores foram matriculados no plano de saúde sem consentimento com descontos de 4,5% do salário para custear o plano.

Segundo o vereador, o escândalo do INSS tem similaridades com os descontos no pagamento de servidores da prefeitura, uma vez que tem havido desconto de valores direto da folha de pagamento dos servidores sem autorização.

“Curiosamente no momento que o Brasil assiste de forma atônita um dos maiores escândalos de corrupção, a Prefeitura de Manaus adota o mesmo modus operandi do escândalo no INSS, só que tratando de servidores comissionados”, ressaltou Rodrigo Guedes.

Ainda de acordo com o parlamentar, os comissionados não denunciam os descontos publicamente devido à fragilidade jurídica do emprego.

“A prefeitura matriculou sem o conhecimento de todos os comissionados. Eles não denunciam por temer represálias e serem demitidos”, explicou.

Um requerimento para solicitar esclarecimentos, protocolado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), foi derrubado com ajuda da base aliada do prefeito.

Além disso, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades nos descontos dos servidores da administração municipal.

O Foco no Fato entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Manaus solicitando esclarecimentos sobre as possíveis e regularidades e se a administração municipal já tem conhecimento da investigação do MP-AM, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto.

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